Zuckerberg testa assistente de IA para gerir a Meta e eliminar intermediários
Mark Zuckerberg utiliza um agente de inteligência artificial próprio para acessar dados e documentos da meta. O sistema, revelado pelo Jornal de Wall Streetpermite que o CEO extraia informações estratégicas sem consultar gerentes ou diretores, acelerando o fluxo de decisões no topo da companhia. A iniciativa reflete o plano anunciado por Zuckerberg em janeiro de 2025, quando definiu a automação como prioridade operacional.
O uso desse assistente ocorre em paralelo a uma possível reestruturação interna. Dados da Reuters indicam que a Meta estuda desligar até 20% do quadro de funcionários para reduzir custos e ampliar o investimento em infraestrutura tecnológica. Embora a empresa classifique os números como especulação, a estratégia de Zuckerberg foca em transformar a Meta em uma organização autônoma, onde a IA coordena a execução de tarefas que antes dependiam de supervisão humana.
A cultura de agentes virtuais já se espalha pelos departamentos da empresa. Equipes utilizam o Minha Garra para recuperar históricos de conversas e arquivos, além de interagirem com versões digitais de colegas de trabalho. Outra ferramenta em uso é o Segundo Cérebroassistente baseado na tecnologia da Anthropic, que organiza cronogramas e integra fluxos de projetos complexos.
Essa guinada tecnológica acontece sob um clima de instabilidade nos projetos de realidade virtual. Recentemente, a Meta anunciou o encerramento do Horizon Mundos VRpilar central da visão original do Metaverso, para recuar da decisão dias depois. O movimento indica que, enquanto a gestão interna se torna mais automatizada e precisa, o destino dos produtos de consumo da marca ainda carece de uma direção linear.
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