Edição de vídeo com IA e mais; veja 10 anúncios importantes que você precisa saber

Edição de vídeo com IA e mais; veja 10 anúncios importantes que você precisa saber


Ontem (19), o Google realizou o E/S 2026 e transformou sua conferência anual de desenvolvedores em um grande anúncio sobre o futuro da empresa. O evento foi dominado por IA em praticamente todas as frentes: Gemini, busca, Android, notebooks, óculos inteligentes e ferramentas para criação de vídeo. Neste artigo separamos 10 anúncios interessantes que rolaram no evento.

1. Gêmeos Omni

O Google apresentou o Gemini Omni como seu novo modelo multimodal para criação de vídeo. Ele aceita texto, imagem, áudio e vídeo como entrada e já estreia com foco em edição conversacional, não só geração. A diferença está no tipo de controle. Em vez de gerar um clipe e mandar o usuário refazer tudo, o Omni permite pedir ajustes dentro da mesma conversa: trocar enquadramento, remover objetos, mudar ambiente ou refinar a cena sem recomeçar do zero. O Google chama isso de edição em múltiplas etapas.

O modelo também tenta resolver um problema clássico da IA de vídeo: a perda de consistência entre quadros. O Google diz que o Omni foi pensado para manter cenário, objetos e lógica visual mais estáveis durante a geração, com uma leitura melhor de contexto e continuidade. O Gemini Omni já começou a ser distribuído no app Gemini e no Flow, com integração prevista também para YouTube Shorts e YouTube Create. Na linguagem do evento: é a IA entrando direto na rotina de quem produz vídeo curto.

2. Centelha de Gêmeos

O Gemini Spark é o agente de IA que executa tarefas completas na nuvem. Ele organiza e-mails, prepara briefings, navega na web, preenche formulários e integra Gmail, Docs e serviços de terceiros. O Spark não foi mostrado como um chatbot melhor, mas como um sistema que trabalha por trás da interface. A estreia acontece nos planos mais caros do Google AI Ultra, a partir de US$ 100 por mês.

3. Gêmeos 3.5 Flash

Gemini 3.5 Flash é a nova base de velocidade do ecossistema de IA do Google. Ele sustenta parte da experiência agêntica e foi apresentado como mais rápido e mais capaz para tarefas de codificação e automação. A função prática é simples: reduzir o tempo entre solicitação e resposta, sem sacrificar tanto a qualidade do resultado. Ela é o tipo de modelo que aparece nos bastidores, mas mexe em tudo que vem depois.

4. Busca com IA

A busca do Google recebeu uma camada mais pesada de IA. Agora, ela aceita consultas mais longas, mais contexto e diferentes formatos de entrada, como voz, imagem e documentos. O detalhe mais importante é o uso de agentes de informação que monitoram temas em tempo real. Isso muda a busca de um lugar de resposta para um lugar de acompanhamento contínuo.

5. Antigravidade do Google

O Google Antigravity é a nova plataforma voltada a agentes de desenvolvimento. A lógica é sair de ferramentas que apenas ajudam a escrever código e entrar em sistemas que também executam etapas do processo.

É uma mudança de posição. Em vez de só sugerir, a IA passa a operar dentro do fluxo de trabalho. O Google quer levar isso para o ciclo inteiro de criação, teste e manutenção.

6. Android com Gemini Intelligence

O Android foi apresentado com a Gemini Intelligence embutida no sistema. A proposta é deixar o celular mais proativo, com automações, widgets gerados por IA e integração mais profunda com apps e serviços, é o Android sendo reposicionado como a camada principal da IA do Google, onde o assistente deixa de abrir um app para começar a agir antes disso.

7. Google Livros

Google anuncia Googlebook e mira domínio de Windows e MacOS

Os Googlebooks são os novos notebooks premium do Google, feitos com Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo. Eles rodam o Aluminium OS, uma mistura de ChromeOS e Android com suporte nativo a apps Android.

A ideia é unificar notebook, tablet e celular em uma mesma base. Ainda faltam preço e data de chegada ao Brasil, mas a direção do projeto é clara: o Google quer disputar um espaço que hoje continua com Windows e Mac.

8. Óculos com Android XR

O Google confirmou novos óculos inteligentes com Android XR, em parceria com Gentle Monster, Warby Parker e Samsung. A proposta é levar a IA para um acessório de uso diário, com áudio, câmera e integração ao ecossistema da empresa.

Em vez de vender um headset para uso ocasional, o Google empurra a ideia de óculos que acompanham a rotina, mercado que a empresa de Mark Zuckerberg acertou com o Ray Ban Meta.

9. Pergunte ao YouTube

O Ask YouTube leva IA para a busca dentro da plataforma. A experiência passa a responder perguntas com base no conteúdo dos vídeos, em vez de depender só de títulos, descrições e histórico.

Isso encurta o caminho entre procurar e encontrar. Para quem usa YouTube como referência técnica, tutorial ou notícia, a mudança pode pesar bastante.

10. Carrinho universal

O Universal Cart é o carrinho unificado do Google para conectar compras entre Gemini, YouTube e Gmail. A ideia é acompanhar ofertas e consolidar compras dentro do ecossistema da empresa.

É um movimento de comércio, mas também de controle de jornada. O Google quer juntar descoberta, interesse e compra no mesmo fluxo

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Podicas

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