Meta escapa de julgamento sobre vício em redes sociais após adolescente retirar processo
UM meta escapou de mais um julgamento sobre os supostos efeitos viciantes de suas redes sociais depois que um adolescente norte-americano retirou voluntariamente a ação movida contra a empresa poucos dias antes do início do processo. Segundo a companhia, o caso foi encerrado sem qualquer pagamento ao autor.
O processo fazia parte da crescente onda de ações judiciais que acusam plataformas como Facebook e Instagram de utilizar recursos capazes de estimular o uso compulsivo por adolescentes, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e distúrbios do sono. O jovem, identificado apenas pelas iniciais RCCjá havia firmado acordos confidenciais com TikTok, Snap e YouTube. A Meta era a única empresa que ainda permanecia no processo.
De acordo com os advogados do adolescente, a decisão de abandonar a ação levou em consideração o desgaste emocional que um julgamento de várias semanas poderia causar. A defesa afirmou que o objetivo agora é permitir que o jovem concentre esforços na própria recuperação e no tratamento psicológico.
A estratégia que a Meta preparava para a defesa
A empresa afirmou que estava pronta para contestar as alegações utilizando registros de uso das plataformas. Segundo a Meta, as evidências indicariam que o adolescente utilizava Facebook e Instagram por apenas alguns minutos por dia, em média. A companhia também sustentaria que a maior parte das contas atribuídas ao jovem teria sido criada somente depois da contratação de um advogado para mover a ação judicial.
Em nota, a empresa declarou que o encerramento do caso reforça sua disposição de contestar judicialmente ações que considera infundadas.
O caso não encerra a disputa judicial contra a Meta
Embora tenha evitado esse julgamento específico, a Meta continua enfrentando milhares de processos semelhantes nos Estados Unidos. As ações alegam que recursos como rolagem infinita, recomendações algorítmicas e notificações foram projetados para aumentar o tempo de permanência dos usuários, especialmente adolescentes, provocando impactos na saúde mental. A empresa nega essas acusações.
Um detalhe relevante é que este processo seria um dos chamados “ensaios de referência”, casos escolhidos para servir de referência jurídica para milhares de ações semelhantes. Embora a desistência não estabeleça qualquer precedente legal, ela adia mais uma oportunidade de os tribunais analisarem especificamente as alegações contra a Meta nesse conjunto de processos.
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