Óculos inteligentes estão transformando gravações públicas em polêmica nas redes

Óculos inteligentes estão transformando gravações públicas em polêmica nas redes


Uma nova tendência nas redes sociais está transformando um gadget de luxo em ferramenta de controvérsia. Com a popularização dos óculos inteligentes, como o Carne Ray-Bencriadores de conteúdo estão utilizando a câmera discreta do dispositivo para filmar estranhos sem consentimento e viralizar no TikTok e Instagram.

A prática, que explodiu nos Estados Unidos, envolve desde “pegadinhas” supostamente inofensivas até situações graves de assédio, provocações a trabalhadores e exposição de pessoas em momentos constrangedores. O diferencial é a invisibilidade: ao contrário de um celular apontado, os óculos permitem capturar reações espontâneas sem que a vítima perceba que está sendo gravada.

Colagem de 10 thumbnails de vídeos TikTok mostrando pegadinhas e situações com bombeiros e atendentes, temática relacionada a gravações com óculos inteligentes para conteúdo viral
Vídeos curtos populares gravados com óculos inteligentes mostram pegadinhas e situações inusitadas, ilustrando o uso da tecnologia para capturar reações espontâneas.

O lado obscuro da viralização

Segundo o Mashávela estratégia é deliberada: provocar uma situação e gravar a reação. Em casos extremos, há relatos de perfis que capturam imagens com conotação sexual de mulheres em espaços públicos para monetizar em outras plataformas, levantando debates sérios sobre ética e segurança. A Meta já desativou diversas contas por violação de políticas, mas o conteúdo continua se espalhando.

Nos EUA é “Legal”, no Brasil dá Cadeia

A maior parte desses vídeos vem dos EUA, onde a legislação sobre filmagem em locais públicos é permissiva. No Brasil, é mais complexo.

Enquanto lá fora a prática se ampara na “liberdade em espaço público”, aqui o Artigo 20 do Código Civil é claro: a exposição da imagem de uma pessoa sem autorização é proibida, especialmente se tiver fins comerciais ou atingir a honra do indivíduo

Ou seja, o “tiktoker” brasileiro que tentar copiar a moda americana de filmar estranhos com óculos inteligentes pode enfrentar processos por danos morais e outras sanções legais. Especialistas alertam que o uso de tecnologia para criar conteúdo invasivo representa um retrocesso perigoso na etiqueta digital.

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