como evitar armadilhas ao comprar material escolar
O período de volta às aulas chegou e, com ele, a corrida para adquirir todos os itens da lista escolar. Essa urgência na compra de materiais e uniformes tem criado um cenário perfeito para golpes na volta às aulas, onde criminosos virtuais exploram a pressa e a busca por economia dos pais e responsáveis. Segundo especialistas em segurança digital, este é um momento crítico onde consumidores precisam redobrar a atenção.
A situação tem se agravado com o aumento das compras online e a sofisticação das táticas utilizadas pelos golpistas. A Kaspersky, empresa especializada em segurança digital, identificou um crescimento significativo nas tentativas de fraudes relacionadas ao período escolar, com criminosos criando sites quase idênticos aos de lojas legítimas para capturar dados pessoais e bancários das vítimas.
“Os períodos de alta demanda, como a volta às aulas, são momentos em que as pessoas tendem a baixar a guarda devido à urgência nas compras”, explica Fabio Marenghi, pesquisador líder de segurança da Kaspersky. Ele ressalta que os golpistas exploram justamente essa pressa para fazer com que consumidores tomem decisões precipitadas.

As armadilhas são diversificadas e aparecem em múltiplos canais. Os criminosos utilizam SMS, WhatsApp, e-mail, Instagram e anúncios patrocinados para disseminar links fraudulentos. Uma técnica comum é a criação de falsas promoções com descontos extraordinários em materiais escolares, gerando um senso de urgência com mensagens como “últimas unidades” ou “oferta relâmpago”.
Além das ofertas irreais, outra tática frequente são as mensagens solicitando atualização de dados ou alertando sobre a perda de benefícios caso o usuário não aja imediatamente. Esse tipo de abordagem explora o imediatismo para induzir cliques sem a devida reflexão.
Como se proteger de dois golpes ou comprar material escolar
Para evitar cair nessas armadilhas, os especialistas da Kaspersky recomendam algumas medidas de segurança fundamentais. A primeira e mais importante é sempre verificar a fonte oficial das ofertas. Em vez de clicar em links recebidos por mensagens, acesse diretamente o site oficial da loja digitando o endereço no navegador ou utilizando o aplicativo oficial do estabelecimento.
“Mesmo que o link tenha sido enviado por alguém de confiança, é melhor garantir a segurança acessando diretamente o canal oficial da empresa”recomenda Marenghi. Outra medida crucial é examinar com atenção os endereços e URLs dos sites visitados. Com o uso de inteligência artificial, os golpistas têm criado páginas falsas cada vez mais convincentes, corrigindo até mesmo erros gramaticais que antes poderiam denunciar a fraude.


Um ponto de atenção importante é que o nome legítimo da instituição geralmente está no domínio principal da URL. Pequenas alterações como “papelaria-oficial.net” em vez de “papelariaoficial.com.br” podem ser indicativos de um site fraudulento. Qualquer modificação suspeita na URL deve ser considerada um sinal de alerta.
Os consumidores também devem desconfiar de preços muito abaixo do mercado. Se uma mochila que normalmente custa R$ 300 estiver sendo anunciada por R$ 50, há grandes chances de ser uma fraude. O velho ditado “quando a esmola é demais, o santo desconfia” continua válido no ambiente digital.
No caso de pagamentos, é necessário redobrar os cuidados com boletos e transferências via Pix. Ao receber um boleto, verifique sempre a legitimidade do documento, já que criminosos podem criar documentos com aparência oficial, mas que direcionam o pagamento para contas fraudulentas. Se for um boleto escolar, prefira gerá-lo diretamente no portal oficial da instituição, em vez de utilizar links recebidos por e-mail ou mensagens.
Os golpes na volta às aulas têm se tornado mais sofisticados a cada ano, com fraudadores utilizando inclusive técnicas de phishing avançado que exploram a inteligência artificial para criar conteúdos mais convincentes. Isso exige que os consumidores desenvolvam um olhar ainda mais crítico para qualquer oferta online, especialmente durante períodos de compras sazonais como este.
“A melhor defesa contra esses golpes ainda é a prevenção e a desconfiança saudável”, conclui o especialista da Kaspersky. “Nenhum desconto vale o risco de ter seus dados roubados ou perder dinheiro com compras que nunca serão entregues.”
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