Ação global acusa WhatsApp de mentir sobre privacidade
A promessa de “criptografia de ponta a ponta” do WhatsApp está sob o maior ataque de sua história. Segundo reportagem da Bloombergagências de aplicação da lei dos Estados Unidos estão investigando denúncias graves de que funcionários e contratados da meta teriam acesso “irrestrito” às mensagens dos usuários, contrariando todo o marketing de privacidade da plataforma.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Comércio dos EUA, examina alegações de ex-contratados e denunciantes (denunciantes). Um deles, o ex-chefe de segurança do WhatsApp, Attaullah Baig, afirmou em um processo de 2025 que cerca de 1.500 engenheiros tinham acesso direto aos dados dos usuários.
Brasileiros na ação coletiva
A pressão não vem apenas do governo. Uma ação coletiva internacional foi ajuizada em São Francisco no dia 23 de janeiro, acusando a Meta de enganar 2 bilhões de pessoas. A petição representa autores de vários países, incluindo o Brasilalegando que a empresa “armazena, analisa e pode acessar praticamente todas as comunicações”.
A Defesa da Meta e o Ceticismo Técnico
A Meta reagiu com fúria. O porta-voz Andy Stone chamou as acusações de “absurdas” e “categoricamente falsas”, reiterando que o app usa o protocolo Signal há uma década. Will Cathcart, chefe do WhatsApp, apontou que o escritório de advocacia que move a ação é o mesmo que defende a NSO Group (criadora do spyware Pegasus), sugerindo conflito de interesses.
Especialistas em segurança tendem a ficar do lado da técnica, mas com ressalvas. Matthew Green, professor da Johns Hopkins, afirma que quebrar a criptografia do Signal é improvável. Para ele, o “buraco” mais provável seriam os backups em nuvem (iCloud ou Google Drive), que muitas vezes não são criptografados e poderiam ser acessados, criando a ilusão de que a criptografia do app foi quebrada.
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