Doom agora roda até em fones de ouvido, e isso diz muito sobre os PineBuds Pro
A regra da internet é clara: se tem um chip, tem que rodar Ruína. A mais nova façanha da comunidade de desenvolvedores levou o clássico de 1993 para um lugar onde ninguém pode ver (literalmente): um par de fones de ouvido sem fio.
O programador Arin Sarkisan conseguiu rodar o jogo nos PineBuds Pro. A escolha não foi aleatória: esses fones são famosos por terem firmware totalmente código abertopermitindo um nível de acesso ao hardware que seria impossível em AirPods ou Galaxy Buds.
Como funciona sem tela?
A grande dúvida é: como jogar num dispositivo sem display? Sarkisan usou os contatos UART (portas físicas de debug) dos fones para fazer a mágica. O jogo é processado inteiramente pela CPU dos fones, mas as imagens são comprimidas e enviadas via Wi-Fi para um servidor web.
Basicamente, o fone “roda” o jogo e transmite o vídeo para um navegador no PC ou celular.

Performance “Cinematográfica”
O resultado é uma taxa de quadros de 18 FPS (processamento do jogo), embora o sistema de transmissão consiga enviar vídeo entre 22 e 27 FPS. Ou seja, o gargalo é o próprio processador do fone, que está fazendo hora extra para renderizar demônios em vez de tocar música.
O projeto, apelidado de “DoomBuds”, junta-se à lista de plataformas bizarras que já rodaram o FPS, incluindo testes de gravidez, geladeiras e tratores, provando mais uma vez o valor da engenharia reversa e do hardware livre.


Embora a experiência não seja realmente jogável no sentido tradicional, o objetivo principal foi alcançado: demonstrar que com acesso adequado ao hardware, Doom pode ser executado virtualmente em qualquer dispositivo com capacidade de processamento mínima, mesmo que não tenha sido projetado para jogos ou sequer possua uma tela.
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