John Carreyrou processa gigantes de IA por uso indevido de livros protegidos
O jornalista investigativo John Carreyrouconhecido por desmascarar o escândalo de fraude da Theranos, entrou com uma ação judicial contra seis gigantes do setor de inteligência artificial. O processo acusa xAI, Antrópico, Google, OpenAI, Meta e Perplexidade de utilizarem livros protegidos por direitos autorais sem a devida autorização para treinar seus modelos de IA.
De acordo com informações da ReutersJohn Carreyrou não está sozinho nesta batalha legal. O repórter do New York Times apresentou a queixa ao lado de outros cinco autores, todos alegando que as empresas de tecnologia violaram seus direitos de propriedade intelectual para desenvolver modelos de linguagem de grande escala.
O diferencial deste caso é que os autores optaram por não seguir o caminho da ação coletiva, estratégia que foi destacada na própria queixa: “As empresas de LLM não deveriam poder extinguir tão facilmente milhares e milhares de reclamações de alto valor a preços irrisórios”. Este também é o primeiro processo deste tipo que inclui a xAI, empresa de Elon Musk, como ré.
O ano de 2025 tem sido marcado por uma verdadeira onda de processos relacionados a direitos autorais contra empresas de IA. Praticamente todos os tipos de entidades detentoras de conteúdo protegido recorreram à justiça, desde grandes estúdios de cinema como Disney e Warner Bros. até jornais renomados como o New York Times e o Tribuna de Chicago. Alguns desses casos resultaram em acordos na forma de parcerias, como o contrato de licenciamento entre Disney e OpenAI.
A Anthropic, uma das empresas citadas no processo, recentemente fechou um acordo de US$ 1,5 bilhão para encerrar uma ação coletiva movida por meio milhão de autores com alegações semelhantes. O novo processo de Carreyrou menciona especificamente este acordo, criticando que os participantes daquela ação coletiva receberão “apenas uma pequena fração (apenas 2%) do teto estatutário de US$ 150.000 previsto na Lei de Direitos Autorais”.
Quando consultada pela Reutersa Perplexity afirmou por meio de um porta-voz que a empresa “não indexa livros”. As outras empresas citadas no processo – xAI, Anthropic, Google, OpenAI e Meta – ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso.
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