Microsoft nega boato de que o Windows abandonará o C++
UM Microsoft esclareceu recentemente os rumores sobre planos de abandonar as linguagens C e C++ até 2030, explicando que se trata na verdade de uma iniciativa de pesquisa para modernização de código. O mal-entendido começou após uma publicação do engenheiro Galen Hunt, que mencionou o objetivo de “eliminar cada linha de C e C++” da empresa até o final da década, gerando intenso debate na comunidade de desenvolvedores.
O que está realmente acontecendo é um projeto de pesquisa liderado pelo grupo “Future of Scalable Software Engineering”, parte da divisão Microsoft CoreAI, que busca criar ferramentas para tradução de códigos complexos para a linguagem Rust. O foco principal não é uma reescrita completa e obrigatória do Windows, mas sim o desenvolvimento de capacidades técnicas para reduzir vulnerabilidades de segurança.
Hunt precisou atualizar sua publicação original no LinkedIn para esclarecer o mal-entendido: “O Windows NÃO está sendo reescrito em Rust com IA”, afirmou categoricamente. A equipe está trabalhando em infraestrutura algorítmica que cria um gráfico escalável sobre o código-fonte original, permitindo a aplicação de agentes de IA para modificações em larga escala.

O objetivo ambicioso do projeto, apelidado de “North Star”, é alcançar a capacidade de um engenheiro transformar um milhão de linhas de código em apenas um mês – algo considerado humanamente impossível sem o auxílio de ferramentas avançadas de IA.
Apesar de ser classificado como pesquisa, o investimento da gigante de tecnologia na modernização é substancial. A Microsoft já destinou cerca de 10 milhões de dólares para tornar o Rust uma linguagem de primeira classe em seus sistemas. A escolha do Rust não é acidental, já que a linguagem oferece proteções integradas contra erros comuns de programação que frequentemente resultam em falhas de segurança.
Jeffrey Cooperstein, da equipe do Azure, destacou que “décadas de vulnerabilidades provaram a dificuldade de prevenir bugs de corrupção de memória ao usar linguagens antigas”. Ele explicou que embora linguagens com coleta automática de lixo (como C# e Java) sejam mais resistentes a esses problemas, existem cenários onde elas não podem ser implementadas, e é aí que o Rust se destaca como alternativa segura e de alto desempenho.
Esta iniciativa faz parte de uma estratégia de longo prazo da Microsoft. Em 2023, a empresa já havia começado a reescrever componentes críticos do kernel do Windows utilizando Rust, visando entregar uma experiência mais estável. Esses esforços de engenharia convergem com objetivos mais amplos de tornar o sistema operacional mais rápido e eficiente no consumo de memória RAM.


A tendência de migração para linguagens mais seguras não é exclusiva da Microsoft. O Google também reconheceu que falhas de segurança de memória em linguagens clássicas representam os problemas mais difíceis de corrigir no Android. Especialistas concordam que, apesar do vasto ecossistema do C++, a transição para padrões mais seguros é um investimento necessário para o futuro da computação e da cibersegurança global.
A estratégia da Microsoft com as linguagens C e C++ reflete um equilíbrio entre preservar sistemas legados e adotar tecnologias modernas, em vez de uma substituição repentina como inicialmente interpretado. Esse trabalho gradual de modernização também abre portas para melhorias diretas no desempenho de armazenamento e conectividade nos futuros sistemas Windows.
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