processo acusa empresa de usar livros pirateados para treinar IA

processo acusa empresa de usar livros pirateados para treinar IA


UM Adobe virou réu em mais um capítulo da guerra entre direitos autorais e inteligência artificial. A escritora americana Abigail Lyon entrou na Justiça dos Estados Unidos acusando a gigante do software de ter usado cópias ilegais dos seus livros — e de outros autores — para treinar modelos de linguagem que hoje ajudam milhões de pessoas a trabalhar com documentos no celular.

O processo foi protocolado no dia 17 de dezembro na Califórnia e pede indenização por danos não especificados. Lyon quer que o caso vire uma ação coletiva, representando todos os detentores de direitos autorais que teriam sido prejudicados pela empresa.

O que a Adobe teria feito

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Segundo a denúncia, a Adobe usou versões pirateadas de obras de Lyon para alimentar seus modelos SlimLM, uma família de inteligências artificiais pequenas e eficientes desenhadas para rodar em dispositivos móveis. Esses modelos ajudam usuários a resumir, redigir e organizar documentos direto no celular, sem depender da nuvem.

Lyon é especialista em livros sobre marketing literário — basicamente, ensina escritores a venderem mais. Ela alega que a Adobe pegou esse tipo de conteúdo sem autorização e o transformou em conhecimento embutido nas suas ferramentas de IA. Até o momento, a Adobe não se pronunciou.

A Adobe entra no clube dos processados

Esse é o primeiro processo desse tipo contra a Adobe, mas a empresa está longe de estar sozinha no banco dos réus. Nos últimos dois anos, uma enxurrada de ações parecidas atingiu praticamente todas as big techs que apostam pesado em inteligência artificial.

OpenAI, Meta, Anthropic, Stability AI — todas já foram processadas por autores, artistas ou editoras. O argumento é sempre o mesmo: as empresas rasparam conteúdo protegido por direitos autorais da internet para treinar seus modelos generativos, sem pedir licença e sem pagar nada.

O caso mais barulhento até agora foi o da Anthropic, criadora do chatbot Claude. Em agosto de 2024, a startup fechou um acordo de US$ 1,5 bilhão para encerrar uma ação coletiva movida por escritores. É o maior acordo já registrado em um caso de direitos autorais — e virou referência para quem quer processar empresas de IA.

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Podicas

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