Sensibilidade ao sol: veja por que algumas pessoas ficam vermelhas após exposição

Sensibilidade ao sol: veja por que algumas pessoas ficam vermelhas após exposição


Herança genética está diretamente ligada à condição e pode alterar a forma como cada organismo reage

Herança genética faz com que algumas pessoas sejam mais sensíveis aos raios ultravioleta do que outras Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock

Dias mais longos, calor e as famosas águas de março: chega ao hemisfério Sul o verão, ansiosamente aguardado por uns e fervorosamente odiado por outros. Por tudo isso, a estação acaba sendo uma época onde as pessoas realizam mais atividades ao ar livre, como passeios no parque e idas a praias e piscinas.

Embora essa época divida opiniões, não podemos negar que, de dezembro a março, mudanças em nossa rotina são necessárias, como o aumento da ingestão de água e o reforço na utilização de protetor solar para nos protegermos dos raios ultravioletas.

Não é por menos: apesar de a absorção dos raios solares ser saudável e importante para nosso organismo, o aumento de sua incidência no verão leva diversas pessoas a apresentarem reações incômodas na pele como urticária, vermelhidão, aparecimento de manchas e ardência em áreas de exposição ao sol.

“A sensibilidade ao sol, que explica nossa necessidade de procura por meios de fotoproteção, está ligada a um gene chamado MC1R que, no que lhe concerne, pode ter variações em sua sequência capazes de alterar os níveis de sensibilidade do indivíduo. Por conta disso, vemos pessoas muito vulneráveis ​​aos efeitos dos raios ultravioleta (UV), enquanto outras passam horas expostas ao sol sem sofrer o mesmo nível de queimadura”, alerta Ricardo Di Lazzaro, médico doutor em genética e fundador da Genera, empresa do ecossistema de saúde da Dasa.

O gene MC1R – sensibilidade ao sol

O gene MC1R, encontrado no cromossomo 16, se relaciona a produção de pigmentação das nossas células. O pigmento – melanina – além de contribuir para a diversidade de tons de pele existentes, está diretamente associado à sensibilidade que temos quando nos expomos aos raios solares. Ele também determina nossa capacidade de bronzeamento, além de ser o pigmento acastanhado que confere coloração aos olhos e cabelos.

Normalmente, a produção de melanina num indivíduo se mantém constante, porém, há um ponto específico desse gene (chamado de SNP-rs1805008) em que a alteração de uma ou duas bases de citosina (C) para timina (T) está associada à diminuição da produção de melanina e, consequentemente, ao aumento da sensibilidade aos raios UV. Ou seja, o genótipo “CT ou TT” desse gene é identificado principalmente em pessoas com tons de pele mais claros, que possuem uma menor capacidade de bronzeamento.

Chapéus, bonés e óculos escuros conferem uma barreira física entre os raios solares e a pele Imagem: Tina Simakova | Shutterstock

Como se proteger dos raios solares?

Como já mencionado, o sol tem um efeito positivo em nosso organismo quando absorvido em quantidades saudáveis. Embora a luz seja essencial para que nosso corpo consiga utilizar a vitamina D e também sirva para o tratamento de algumas doenças de pele, como psoríase, a exposição em excesso aos raios solares pode causar desde rugas e sardas até mudança na textura da pele, dilatação das veias sanguíneas e câncer de pele.

Por conta disso é necessário estarmos atentos e buscarmos sempre meios de manter uma relação saudável com os raios UV. A seguir, confira três exemplos de atitudes que podemos tomar para aumentarmos o cuidado com a pele:

1. Barreiras físicas

Para evitar danos causados pelo Sol, uma das alternativas é usar roupas claras, que reflitam os raios solaresassim como chapéus, bonés e óculos escuros, que conferem uma barreira física entre os raios solares e nossa pele. É importante se lembrar de evitar ficar deliberadamente exposto em horário de “pico” de luz, entre as 10h e 16h. Melhor ainda se a peça de roupa for fabricada em tecido com proteção UV.

2. Protetor solar

Utilizar filtros solares também é uma forma de se proteger da radiação. Porém, durante o verão, priorize o uso de protetores com no mínimo 30 de FPS, principalmente nas áreas do corpo que costumam ficar mais desprotegidas, como rosto, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

O ideal é passar entre uma a duas colheres de chá de protetor pelo menos 20 minutos antes de sair de casa, para que dê tempo da pele absorver o produto. Não se esqueça de reaplicar o filtro solar durante o dia, mesmo aqueles resistentes à água.

3. Alimentos também podem ajudar

A alimentação também é muito importante para manter a saúde da pele, e isso não apenas durante o verão. Com o consumo saudável e balanceado, é possível proteger cútis de efeitos ruins que possam ser causados pelos raios UV.

O consumo de vitaminas E, C e B3 ajuda na recuperação da pelesendo uma boa forma de praticar o autocuidado. Além das vitaminas, substâncias como betacaroteno e licopeno — encontrados, respectivamente, em cenouras e tomates, entre outros alimentos — também são alternativas para quem busca uma alimentação voltada à saúde cutânea.

Além das recomendações anteriores, é importante nos lembrarmos de sempre nos mantermos hidratados, tanto pela utilização de cremes corporais e faciais, quanto via oral ao beber água e água de coco.

Por Mariana Durante

Acesse agora a Loja Podicas no Mercado Livre e descubra produtos incríveis para o dia a dia.

Fonte original

Podicas

O Podicas – Soluções úteis para o dia a dia nasceu para facilitar sua rotina através de produtos práticos, acessíveis e realmente funcionais. Nosso foco é simples: recomendar itens que resolvem problemas, economizam tempo e tornam o dia a dia mais leve.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *